Na famosa Web 2.0 comentamos muito sobre personalização. Google, Facebook, Twitter e até mesmo os e-commerces através de ferramentas de Behavioral Targeting tem a capacidade de captar sinais de seu comportamento e de seus amigos e te mostrar somente aquilo que os algoritmos entendem como relevante para você.
Mas, qual a consequência disso no longo prazo? Assista e tenha cuidado com os filtro-bolha.
Uma pesquisa recente liderada pelo comitê de WebAnalytics do IAB revelou que 82% das empresas que utilizam alguma ferramenta de WebAnalytics no Brasil optaram pelo Google Analytics. Apesar disso, 64% revelaram que não entendem bem as métricas das ferramentas e 31% disseram que falta na empresa transformar análises em ações.
Sabemos bem que uma boa análise depende muito de primeiramente a ferramenta estar instalada corretamente e em segundo lugar dos dados estarem bem organizados.
O Google Analytics dispõe de uma função bem fácil de ser utilizada que por incrível que pareça poucas empresas utilizam rigorosamente: o tagueamento de campanhas. Adicionando poucas tags você consegue enviar para o GA informações organizadas de suas campanhas que permite uma análise precisa e com bastante aprofundamento.
Apesar de já existir a bastante tempo a ferramenta Criador de URL que facilita esse trabalho, quando falamos de um e-mail marketing ou de um grande varejista que faz muitas campanhas simultaneamente e necessita fazer tagueamento em massa de links, o trabalho acaba ficando bastante braçal.
Para ajudar nisso, desenvolvi uma planilha com algumas macros que deve facilitar bastante o dia a dia dos varejistas e empresas que necessitam fazer um volume alto de tagueamentos diariamente.
O que essa planilha faz?
Você apenas preenche os dados para identificar a campanha (Origem, Mídia, Campanha, etc.) e o sistema entrega a URL tagueada já com alguns cuidados que muita gente acaba esquecendo quando precisa fazer na mão, como por exemplo:
Retirar acentos e caracteres especiais
Troca espaços em branco por hífen (-)
Aplicar a lógica para passagem de parâmetros em URL, ou seja, quando usar “?” ou “&”
Converter tudo para letras minúsculas
Enfim, espero desta forma ajudar um pouco as empresas organizarem melhor seu Google Analytics e assim facilitar as análises e extrair valor dessa ferramenta tão importante em nosso dia a dia.
Desde seu surgimento em 1998, os Links Patrocinados e seu modelo de leilão de custo por clique vem crescendo vertiginosamente e hoje é parte fundamental na estratégia de marketing de qualquer empresa. Este modelo foi adaptado a vários outros mercados e hoje pode ser encontrado em Comparadores de Preços, AdNetworks e até mesmo Redes Sociais.
O fato de ser um formato altamente segmentável, otimizável, onde o anunciante paga somente quando o cliente é direcionado ao site, fez com que ele se transformasse em uma referência quando o objetivo é performance, ou seja, venda. A ironia do destino é que o formato mais popular em performance está caminhando a passos largos justamente no sentido contrário, da performance ser cada dia menor para as empresas que não evoluírem. Explico:
Em um ambiente baseado em leilão, as empresas devem estar dispostas a pagar mais para obter um posicionamento de destaque e ter maiores chances de receber o clique de seu cliente potencial. Desta forma, à medida que aumenta exponencialmente a quantidade de empresas interessadas por anunciar, este custo por clique é inflacionado na mesma proporção, tornando a captação de clientes cada vez mais cara. Por outro lado, a receita é inversamente proporcional. Na medida em que aumentam os concorrentes, a receita será repartida entre mais empresas, e, portanto, o retorno sobre o investimento ficará cada vez mais distante até que nosso famoso ROI, como conhecemos hoje, morrerá.
Este é um caos matematicamente anunciado que as empresas precisam se antecipar a partir de agora se desejam sobreviver nos próximos anos. Aqui ainda vivemos no conforto do crescimento de e-consumidores ser ainda muito maior do que a influência desta inflação publicitária, e por isso, a maioria das empresas que administram razoavelmente bem suas campanhas ainda conseguem um resultado satisfatório.
No entanto, devemos lembrar que como qualquer crescimento, chegará o momento em que ele se estabilizará e as atuais taxas de conversão do e-commerce brasileiro não serão suficientes para sustentar um investimento publicitário cada vez mais caro. Enquanto por aqui nos surpreendemos com taxas de conversão de 3%, nos Estados Unidos é comum falarem de taxas acima de 10%.
A solução para este cenário são as empresas investirem em iniciativas que permitam a elas aproveitar mais os mesmos consumidores, aumentando sua taxa de conversão, recompra e ticket médio.
A taxa de conversão está diretamente ligada a dois fatores básicos: a capacidade de campanhas direcionarem para o site visitantes de alta qualidade, e o site ser intuitivo o suficiente para transformar estes visitantes em clientes. A melhoria na usabilidade do site é, portanto, uma das poucas ações que podem aumentar exponencialmente as vendas em um curto espaço de tempo, com investimento proporcionalmente baixo. Ferramentas de Behavioral Targeting podem ajudar e muito nisso, uma vez que ela permite seu site adaptar-se automaticamente de acordo com o comportamento de seu visitante. Além disso, uma estratégia eficiente de Up e Cross-Selling será capaz de aumentar o Ticket Médio das compras, igualmente importante para sustentação do ROI.
Já a taxa de recompra é a habilidade de transformar clientes esporádicos em recorrentes. Quando isso ocorre, a segunda venda é realizada com um investimento muito menor do que a primeira, tornando-se fundamental na luta por um ROI saudável. Neste sentido, as empresas devem investir em segmentação de sua base e relacionamento através de e-mail marketing para fazer com que estes clientes retornem e comprem novamente. Outra ação bastante eficiente são as campanhas de Remarketing, que permite você direcionar uma peça específica para seu público-alvo de acordo com o comportamento dele em seu site.
E por fim, a análise multicanal dos resultados passa a ser indispensável para as empresas enxergarem como cada ação de marketing está impactando na decisão de compra do consumidor e, com isso fazer um controle preciso de budget e estratégia. Em um ambiente concorrido como a Internet, a análise do ROI, individualmente por canal, fará cada vez menos sentido e poderá gerar uma miopia de resultados que pode ser fatal.
O ROI que está morrendo é este quadradinho, por canal e sem latência, mas ele está dando vida a um ROI muito mais inteligente que vai separar o joio do trigo. As empresas que vão sobreviver são aquelas que se profissionalizarem ao máximo, buscando profissionais e consultorias capazes de ajudá-las a tornarem-se mais eficientes e a enxergar o mundo complexo e dinâmico que é o marketing digital. Isso garantirá não só um futuro saudável, mas um hoje ainda mais lucrativo.
Artigo publicado originalmente no PropMark de Ago/2011
Quando falamos de internet enquanto mídia, um dos principais argumentos que vêm à cabeça é, sem dúvida, o fato de ser uma mídia altamente mensurável. Esse argumento, apesar de verdadeiro, deve ser analisado com especial bom senso para não nos tornarmos míopes e reféns dos números.
A empolgação em conseguir mensurar praticamente tudo tem fomentado um grande ceticismo por parte dos anunciantes que passaram a tratar a publicidade online como uma controladoria financeira, que exige auditoria e que cada centavo deve ser contabilizado e rentabilizado de forma comprovadamente efetiva. Esquecem, porém, que a internet, antes de tudo, não é feita por IPs únicos, e sim por pessoas que não seguem padrões rígidos de comportamento online e que, com o crescimento de buscadores, comparadores de preços e, principalmente, pelo surgimento das redes sociais, o processo de compra dessas pessoas é cada vez mais complexo e intangível.
A análise do último clique que a maior parte das ferramentas de WebAnalytics considera esconde, portanto, uma infinidade de possibilidades que atrapalha e induz a tomada de decisão ao erro. Devemos levar em consideração que, antes do famigerado último clique, esse usuário percorreu outros sites, consumiu outras mídias, consultou outras pessoas, comparou outros preços e tudo isso contribuiu de alguma forma para que o objetivo final fosse alcançado: a conversão.
Apesar de tudo isso soar óbvio quando nos colocamos no contexto, o que percebemos no mercado são anunciantes tomando decisões baseadas na visão míope do último clique, muitas vezes desconsiderando a latência, o tempo decorrente entre o usuário ver pela primeira vez o produto e efetivamente comprar, o que faz cada vez menos sentido em um ambiente colaborativo e dinâmico como a internet.
A solução de tudo isso converge na construção e no relacionamento da marca, que acaba ficando em segundo plano em um cenário em que apenas o último clique é considerado. Ações de branding de médio e de longo prazo são de fundamental importância para sustentar uma estratégia de marketing online. No entanto, na maioria das vezes, não são mensuradas da forma correta, acabam sendo subestimadas e, por consequência, prejudicando o resultado do negócio como um todo.
Acostumamos-nos com aquele usuário binário, que tinha meia dúzia de opções de loja online para comprar, que apenas digitava o endereço da primeira loja que vinha na cabeça, e o pedido estava feito. Sem pesquisar, sem comparar, sem opinar. Hoje, essas pessoas não só pesquisam, comparam e opinam, como fazem tudo isso ao mesmo tempo e querem respostas rápidas, objetivas e segmentadas; querem atendimento premium, entrega para ontem, frete grátis, parcelamento sem juros e, se possível, um “cuponzinho” de desconto para fechar com chave de ouro.
Hoje, a percepção de segurança vale mais do que a segurança em si. Preço definitivamente não é tudo. O Twitter é o maior subwoofer que uma marca pode ter. Os usuários estão cada vez mais humanos e nosso desafio agora é criar ferramentas e desenvolver profissionais que ajudem a mensurar e a entender o comportamento intangível de pessoas com necessidades e comportamentos únicos, no qual apenas números não são suficientes. É necessário entender hábitos, necessidades, sentimentos e adaptar as estratégias de publicidade a essa realidade. É necessário que a TI, essencialmente binária, seja a maior aliada do marketing na implantação de tecnologias que permitam coletar e organizar dados, assim como profissionais experientes e qualificados para interpretá-los.
Quando enxergamos pessoas além dos usuários, conseguimos oferecer a elas soluções para necessidades que nem elas se deram conta que tinham. Algo tão segmentado e relevante que será imperceptível como propaganda e recebida como um conselho. Isso tudo pode soar distante, mas já existem ferramentas e plataformas de publicidade capazes de viabilizar campanhas tão segmentadas quanto se queira, no entanto, as empresas em geral ainda não estão preparadas para isso; elas ainda enxergam usuários em vez de pessoas.
Artigo publicado no Jornal PropMark – Setembro / 2010
É bastante comum encontrarmos anunciantes de Links Patrocinados que tem grande obsessão com relação ao posicionamento de seus anúncios. Talvez pela influência da publicidade tradicional, tendemos a pensar que aparecer sempre em primeiro é melhor sendo esta mentalidade o principal fator que vem inflacionando os CPCs no Google Adwords.
Mas será que aparecer sempre no topo dos resultados é melhor ?
O Google lançou semana passada uma função muito aguardada por nós que trabalhamos, diariamente, otimização com foco em performance no Adwords: Relatório de Topo x Lado
A qualquer momento ao navegar por suas Campanhas, Grupos de Anúncio, Palavras-Chave ou Anúncio você poderá clicar no botão “Segmentar” > “Topo x Lado” e ver dados valiosos cruzados com seu posicionamento:
Com esta informação transparente é possível avaliar com precisão se realmente seus anúncios convertem mais quando é exibido na lateral ou no topo. Naturalmente isso vai variar muito de segmento para segmento e principalmente devido ao Índice de Qualidade ser fator predominante para seu anúncio aparecer no Topo, isto é, será comum você perceber palavras com CPC Médio mais baixo quando exibido no topo do que quando exibido na lateral.
Outra forma de aprofundar esta sua análise é utilizando Segmentação Avançada no Google Analytics. Para isso, você deverá criar duas segmentações personalizadas conforme os prints abaixo:
Segmentação 1: Topo Google
Segmentação 2: Lateral Google
Ao salvar estas duas segmentações e aplicar nos relatórios você poderá ver separadamente dados quantitativos e qualitativos dos visitantes que são direcionados ao seu site através dos anúncios no Topo e na Lateral:
Além dos dados de e-commerce deste exemplo, você poderá ver informações de engajamento e qualidade do visitante, como por exemplo Taxa de Rejeição, Tempo no Site, Páginas / Visitas e diversas outras métricas que não estão disponíveis na interface do Google Adwords.
Assim, cumprimos o principal objetivo do WebAnalytics: Deixar de lado os achismos e ir direto aos dados!
Hoje vou começar escrever uma série de posts que batizei como “Milagres para Conversão”. A idéia desta série é abordar aspectos muito simples de um e-commerce mas que pode fazer um verdadeiro milagre nas conversões.
O primeiro tema é: Segurança.
Há algum tempo atrás, vi uma reportagem no Fantástico que ilustra muito bem o conceito deste post.
Nesta, um instituto de pesquisa, dividiu dois grupos de indivíduos que sentiam fortes dores de cabeça. Para metade deles, foi oferecido um analgésico real, e para outra metade, um analgésico de farinha, isto é, sem absolutamente nenhuma eficiência química. O resultado foi que, mesmo aqueles que tomaram o comprimido de farinha, tiveram suas dores sanadas pelo simples fato de seu cérebro ter associado que aquilo seria um remédio.
No e-commerce não é diferente. Muitos fatores são mais importantes pela percepção que passa ao consumidor do que por sua efetividade em si, começando pela segurança.
Uma pesquisa realizada pela Verisign apontou que os usuários:
62% procuram ícone do cadeado na barra de endereços
55% procuram uma logomarca ou um selo da empresa que forneça segurança na Internet
52% procuram HTTPS:// na barra de endereços
26% procuram uma barra de endereços no browser da cor verde
Na prática isso significa que, do ponto de vista de Marketing, a percepção de segurança é mais importante que a própria segurança em si. Por mais que todos estes fatores possam ser facilmente burlados, e mais que isso, por mais que nenhum deles seja de fato um fator absoluto de segurança, o usuário precisa de alguma forma se prender a um fator que não o faça sentir-se enganado caso alguma coisa dê errada. É aquele sentimento de “fui enganado” ao invés de “fui burro”.
O principal elemento que pode ser usado em uma loja para transmitir esta percepção de segurança para o usuário são os famosos Selos, os principais são:
Selos de Certificação Digital (SSL): São concedidos por empresas especializadas que criptografam a comunicação entre o computador do cliente e os servidores da loja e eventuais meios de pagamento. Eles são pagos e indispensáveis para qualquer e-commerce, principalmente para aqueles que fazem transação via cartão de crédito. Os mais conhecidos são Certisign e Verisign. -
Selos de Controle Anti-Fraude: São empresas especializadas que fazem uma série de verificações nas compras recebidas pela loja com intuíto de detectar possíveis fraudes, como cadastros falsos ou utilização inapropriada de cartões de crédito e outros meios de pagamento. Os mais conhecidos são Clearsale e FControl. -
Selos de Proteção Anti-Hacker: Não sei se estou desinformado, mas só conheço uma empresa que faz isso no Brasil: Site Blindado. O sistema dele consiste em fazer uma série de verificações no site com objetivo de encontrar vulnerabilidades que viabilize a invasão do sistema por algum hacker. Eles realizam teste A/B para comprovar a eficiência da percepção de segurança deste selo, segundo eles o aumento é de 5% a 10% no número de conversões. -
Selos de Certificação de Comparadores: São selos concedidos geralmente por comparadores de preços para clientes que mantém uma regularidade de investimento por no mínimo 6 meses e que possuem uma boa qualificação por parte dos usuários, isto é, baixo índice de reclamações em seus sistemas de qualificação. Os principais são do Buscapé e do Shopping UOL. -
Selo do e-Bit: O selo do e-Bit é um dos principais selos que o e-commerce deve ter. É como uma “medalha” atribuída a loja de acordo com o número de vendas e a opinião dada por seus consumidores. Em Abril do ano passado, escrevi um post exclusivo sobre este assunto.
Repare que nenhum dos selos acima são complexos ou caros de serem adquiridos e trazem um retorno real para loja a curtíssimo prazo, já que os consumidores passam a ter mais segurança em concretizar a compra, principalmente em sites que ainda não possuem grande apelo de marca.
Este é o primeiro milagre da conversão, nas próximas semanas vem mais. Comentem !