Como em qualquer campanha que se preze, devemos sempre começar por um briefing.
Simples ou complexo, feio ou bonito, seja por e-mail ou em um papel de pão, é fundamental que qualquer campanha comece por um documento que diga para equipe que vai montar a estratégia e criar a campanha quais são os objetivos que aquela campanha deve atingir.
Na teoria parece simples, porém na prática 90% dos clientes preenchem o briefing de forma errada. Não porque as perguntas sejam mal formuladas, mas porque em geral estas pessoas são tomadas por uma ansiedade - principalmente quando tem o primeiro contato com mídia online - que as impede de ter noções sensatas do que é possível ser feito e de se criar metas atingíveis para isso.
Ponto fundamental: é (praticamente) impossível fazer uma mesma campanha com foco em ROI e Branding ao mesmo tempo. Explico o por quê:
ROI, em português, significa RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO e como o próprio nome diz deve trazer um retorno proporcional ao investimento. Isto significa que a campanha deve ser constantemente monitorada de modo que não gaste quando não esteja trazendo retorno e, neste caso, estamos falando de VENDA, bufunfa, cash, enfim qualquer coisa que remeta a DINHEIRO!
O cálculo mais simples de ROI é: RECEITA DE VENDAS / CUSTO, ou seja, se uma determinada campanha vendeu R$ 10.000 com um investimento de R$ 1.000, consideramos que ela teve um ROI 10, quer dizer, para cada R$ 1 investido a loja obteve um retorno de R$ 10.
Indo para um exemplo prático, uma loja virtual vende exclusivamente FLORES. Qual a palavra-chave mais óbvia para uma campanha destas? FLORES, claro. Só que até quando?
De um modo geral o objetivo de campanhas de e-commerce é ROI, então devemos analisar esta palavra com sangue frio (e capitalista) de mantê-la até quando ela estiver ajudando neste objetivo, por mais que ela reflita praticamente o coração do negócio da empresa. Devemos lembrar que neste caso o foco não é BRANDING e sim, pausá-la se não estiver vendendo.
Na prática é difícil explicar e fazer o cliente aceitar isso, pois a impressão que uma pessoa mais leiga tem é que o anúncio simplesmente não está aparecendo.
Outra coisa que é comum de acontecer quando adota-se esta estratégia de pausar palavras-chaves genéricas é a quantidade de vendas cair, o que pode assustar o cliente, porém a análise deve ser feita sempre em cima do ROI:
Situação 1: A campanha estava com a palavra FLORES ativada, fazendo 30 vendas por dia o que gerava um custo de R$ 1000 e uma receita de R$ 5000, ou seja, um ROI 5.
Situação 2: Pausamos a palavra FLORES que estava gastando sozinha 70% da verba, o número de vendas caiu para 20, porém agora o custo da campanha passou a ser R$ 300 e a receita R$ 3000, ou seja, um ROI 10.
É importante passar esta percepção para o cliente que muitas vezes se atém a ver apenas a quantidade de vendas, a receita e não a proporção dela em relação ao investimento que se faz, o que distorce os dados e a avaliação geral do desempenho da campanha.
A palavra-chave certa para qualquer decisão é: MENSURE !
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Foi só falar ! Algumas horas após escrever o último post recebi este e-mail:

Agora oficialmente como um GAAC, posso falar um pouco mais o que significa esta certificação.
Assim como no caso do Adwords seria praticamente impossível o Google prestar suporte a instalação e análise para todos usuários do Google Analytics no mundo, então criaram uma certificação para empresas que desejam prestar oficialmente este serviço.
Os pré-requisitos para uma empresa tornar-se uma certificada oficial do Google Analytics é:
- Ter pelo menos um profissional aprovado na prova do GAAC;
- A empresa deve estar presente no mercado há, no mínimo, 2 anos;
- A empresa deve ter pelo menos uma pessoa dedicada a dar suporte ao Google Analytics;
- A empresa deve oferecer serviços completos de Analytics: instalação, implementação, configuração, suporte, treinamento e consultoria;
- Ter uma página no site da empresa dedicada a oferecer os serviços de consultoria a Google Analytics;
- Ter pelo menos 3 cases de projetos pagos de Google Analytics de 3 empresas distintas.
O processo de certificação GAAC é muito mais rigorosa do que para o GAP (Google Advertising Professional). Após realizar a prova a empresa deve enviar documentos que comprovem os demais pré-requisitos que será analisada individualmente pela equipe do Google para decidir se a empresa vai ter ou não a certificação.
Vantagens que a empresa tem com a certificação GAAC:
- Ser promovida no site oficial do Google Analytics no link “Serviços Profissionais”
- Acesso as versões beta do Google Analytics
- Acesso a uma linha exclusiva de suporte com o Google através de Ticket
- Acesso ao fórum de discussão de parceiros GAAC
- E óbvio, reconhecimento oficial de capacidade de prestar uma consultoria de qualidade
A prova do GAAC, diferente da prova do GAP (Google Advertising Professional) é presencial e ocorre esporadicamente a cada 3 meses com questões de alternativas e dissertativas.
Pelo menos na minha prova caiu muita pouca questão de análise, a maioria foi relacionada a instalação avançada, JavaScript, cookies, etc.
Apesar da dificuldade é muito válido as empresas e profissionais obterem esta certificação, uma vez que atualmente é um dos softwares de webanalytics mais utilizado.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Atualmente o Google possuí duas certificações oficiais para profissionais, a primeira delas é o GAP (Google Adverting Professional) focada para profissionais que gerenciam contas do Adwords. Esta prova é via Internet e qualquer pessoa que tenha um MCC e atenda a determinados pré-requisitos pode fazer.
Já a certificação GAAC (Google Analytics Authorized Consultant) é bem menos conhecida.
O GAAC serve para certificar empresas para prestar suporte avançado em instalação e análise de Google Analytics. É uma prova presencial que acontece na sede do Google Brasil e ocorre apenas a cada 3 meses.
Fiz esta prova faz mais ou menos um mês e ainda não tive retorno oficial do Google devido ao engenheiro responsável ter saído de férias logo após aplicar a prova e portanto imaginem quanto tempo vai levar para corrigi-las, mas estou confiante quanto ao resultado. Assim que tiver comento mais sobre ela.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Zura na minha opinião é de longe o melhor comparador do mercado em questão de layout e usabilidade, mas ainda deixava a desejar um pouco em termos de resultado (pelo menos para uma campanha que gerencio lá), mas acho que esta situação está com os dias contados.
O Zura passa a ser o novo comparador de preços do Yahoo Shopping, que até então usava a base do Buscapé que deve aumentar significativamente a massa de usuários do comparador.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Conforme comentei em meu último post, na última quinta e sexta-feira participei do SMX São Paulo, no Hotel Unique (muito bonito por sinal).
Já nesta semana, li por aí gente falando muito mau e outras falando muito bem.
Pela primeira vez no Brasil o Search Marketing Expo é tido como o maior do mundo e realmente teve lá suas falhas em terras tupiniquins.
Acompanhei pessoalmente o empenho do Thiago Bacchin (CEO da agência que trabalho e principal organizador aqui no Brasil) para fazer tudo dar certo e, realmente, na medida do possível, deu.
Não vou comentar as palestras uma a uma mas de um modo geral achei que foram básicas demais, não sei se foi por orientação da organização ou os palestrantes que não tinham mesmo idéia de que a maior parte do público eram pessoas bastante familiarizadas com SEM (maioria agências e veículos) e portanto mereciam palestras mais avançadas.
Apesar disso, acho que o saldo geral do evento foi positivo. Network e muita gente boa conversando sobre um mercado que está nascendo no Brasil é sempre bom e, com certeza, ano que vem não serão cometidos os mesmos erros (eu espero).
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Nas próximas semanas teremos posts bem característicos do objetivo principal deste blog. Compartilhar informações e conhecimentos do mercado de Search Marketing com profissionais que muitas vezes não tem acesso a eventos e treinamentos que só estão disponíveis para quem trabalha em grandes agências.
A agenda da semana que vem está cheia. Na Quarta-Feira vou fazer um treinamento técnico sobre Google Analytics diretamente na sede do Google, vou me aprofundar mais na parte de configurações personalizadas do Analytics e funções avançadas que é claro vou compartilhar com vocês.
Já na Quinta e Sexta vou ter o privilégio de participar do SMX São Paulo. O SMX é o maior seminário sobre Search Marketing do mundo e pela primeira vez vai acontecer no Brasil. Lá vão palestrar profissionais das maiores agências de SEM, dentre eles 3 serão daqui da Cadastra: Thiago Bacchin (Sócio-Fundador e Diretor Geral), Débora Longhi (Gerente de Links Patrocinados) e Erick Formaggio (Gerente de SEO).
Bom então é isso, me aguardem ! Rs !
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Para quem já leu os Posts anteriores deste humilde blog deve ter acompanhado que estou em meio a minha primeira experiência em agência de grande porte, já que até então trabalhava como consultor autônomo.
Aqui passei a atender clientes dos mais diversos segmentos, em especial lojas virtuais que nem imaginava que existia mas que me surpreenderam em seu faturamento, profissionalismo e principalmente verba para search.
Esta convivência me fez perceber o quanto o mercado está amadurecendo, e hoje estou com a aquela impressão de “já vi este filme antes” quando há alguns anos os sobrinhos dominavam o mercado de desenvolvimento Web e, aos poucos, o mercado foi crescendo, se profissionalizando e os eles perdendo cada vez mais espaço.
O mercado de search ainda é extremamente novo no Brasil, mas já começa a mostrar sinais de maturação e logo aquelas empresas que vendem SEO como cadastro em 100.000 buscadores, ou “pacote de palavras-chaves” para colocar seu site em “primeiro no Google” estão fatalmente fadadas a se profissionalizar ou sumir.
Assim como aos poucos as empresas foram percebendo que não basta ter um site qualquer para estar na Internet, mas sim um que seja bonito, com usabilidade, eficiente do ponto de vista de negócio e mais uma série de requisitos que defina um bom site, também estão percebendo que fazer uma campanha de links patrocinados não é simplesmente criar meia-dúzia de palavras-chaves, colocar R$ 100,00 no Google e deixar rolar.
Ok, os buscadores criaram sistemas extremamente fáceis de se “por para funcionar”, mas esta facilidade criou uma errada impressão em muita gente que acabam tendo uma visão errada do que é uma campanha de Search.
Uma boa campanha deve ter estratégia, estrutura, meta bem definida, métricas e análise constante para começar a dar todo resultado que o mercado pode oferecer, e isto não é para qualquer um, alias, é para vários profissionais de diversas áreas.
Então se você está pensando em investir em Search e quer ter resultado, gaste um pouco mais e faça com quem realmente entende, pois parece fácil, mas não é.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Acho que a notícia mais “bombástica” da semana para o mercado de SEO é o anuncio do Google falando que agora consegue indexar páginas em Flash.
Até então SEOs corriam de Flash tanto quanto o diabo foge da cruz, sempre foi um dos primeiros ítens daquele famoso slide em palestras sobre o assunto com o título: “Isso não pode …”.
Este anúncio significa muito mais do que uma importante evolução na tecnologia dos buscadores, mas também, a criação de um novo profissional que em pouco tempo será caçado no mercado: o SEO para Flash, uma vez que os atuais da área nunca deram muita atenção em aprender esta tecnologia.
Estes novos profissionais além de manjarem muito de Flash vão precisar aprender muito de SEO, mais do que os atuais ensinamentos vão ter que ir descobrindo com testes e mais testes outros “pulos-do-gato” que não serão anunciados pelos buscadores já que o funcionamento do Bot para Flash será bem diferente do Bot para HTML.
O fato dos buscadores nunca terem indexado o conteúdo dos SWFs fez com que os desenvolvedores da área não tomassem cuidados que são necessários para o bom funcionamento do Googlebot, como uma navegação linear, hierarquia de páginas, links saudáveis (sem JavaScript), conteúdo em texto (não em imagem) e outros fatores que serão considerados à partir de agora.
O Google já anunciou que o bot não indexará conteúdos requisitados de XML, includes de HTML ou SWF dentro de outro SWF, nestes casos ocorrerá aquele problema parecido com o de iFrames, quando são indexados separadamente, e caberá ao SEO para Flash otimizar estas estruturas.
Acredito que daqui para frente vai haver um boom na procura por estes serviços, então macacada, bora estudar !
quarta-feira, 2 de julho de 2008

Com uma mistura de alegria, ansiedade e até um pouco de medo (quem não tem por aquilo que é novo) que tenho orgulho em dizer que após 4 anos como consultor autônomo, sou o novo contratado da Cadastra Search Engines Promotion.
A Cadastra dispensa grandes apresentações, é pioneira no ramo de SEO e SEM no Brasil e está entre as maiores do ramo.
Estou apostando tudo nessa oportunidade de crescimento profissional, de poder experimentar outros mercados, trabalhar com clientes de grande porte, ensinar e principalmente aprender muito.
Vou na medida do possível compartilhando esta experiência aqui no blog, esta transição de mundos, do autônomo para contratado, dos clientes pequenos para multinacionais, do operacional para o atendimento.
Percebe-se que desafios não vão faltar, mas é isso que faz agente crescer, então, lá vou eu !
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Utilizo o Google Analytics desde a época que você tinha que se cadastrar e esperar um convite para utilizar o sistema que ainda estava em fase de testes, a cerca de 2 anos. O sistema já era um achado, super completo, com ótimos relatórios, fácil de utilizar, e claro, de graça.
De uns tempos para cá comecei a estudar mais sobre as funções técnicas do Analytics, algumas customizações que você pode fazer no seu script e na sua conta para gerar relatórios ainda mais precisos e monitorar áreas de seu site que você nem imagina que poderia.
Hoje vou comentar exclusivamente da função urchinTracker(), primeiro pela vasta possibilidade de aplicação dela e segundo por ter pouquíssimos sites em português que abordam este tema.
A função urchinTracker() basicamente serve para você monitorar praticamente qualquer elemento de sua página e gerar relatórios para ele como se este fosse realmente uma página de seu site.
Alguns exemplos de aplicações:
- Você tem um site em Flash, cujo conteúdo surge dentro do próprio SWF, ou seja, a página em HTML em si não muda, portanto com as configurações default do Analytics você não teria como mensurar quantas clicaram em cada link.
- Você quer mensurar quantas pessoas clicaram em um determinado arquivo para download ou em um banner de saída.
- Você quer saber em que parte de seu formulário de cadastro o usuário está desistindo ou quanto tempo ele está levando para preenche-lo.
- Você quer saber quantas pessoas clicaram em um banner do tipo flutuante ou utilizaram um Widget.
Enfim, as aplicações são diversas, só depende da necessidade e criatividade.
Mão na massa
Primeira informação FUNDAMENTAL de saber é que cada vez que a função urchinTracker() é chamada, também é gerado um PAGEVIEW em seus relatórios, portanto deve-se utiliza-la com bom senso.
A sintaxe dela é bastante simples, apenas: urchinTracker(’indentificador‘);
O identificador pode ser qualquer string que você saiba distinguir do que se trata na hora do relatório, por exemplo:
- /menuprincipal/aempresa
- /menuprincipal/contato
- /formulario/nome
- /formulario/endereco
- …
Esta padronização de se colocar sempre o início igual para diferenciar as áreas é importante para que você possa posteriormente separá-las no relatório e também criar filtros para excluí-las e assim não contabilizar PageViews que na realidade não existem.
Eu fiz um exemplo apenas para teste onde eu quis monitorar quantas pessoas estavam utilizando o campo de PEDIDO e SENHA de meu site, inclusive quanto tempo levaram para preencher e quantos desistiram no meio do processo (o exemplo é péssimo mas é só para ilustrar).
Coloquei então nestes dois campos o seguinte código:
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/pedido');"
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/senha');"
Isto significa que cada vez que o usuário clicar sobre cada um dos campos vamos gerar uma requisição ao Google Analytics que registrará a ação nos relatórios assim:

Este foi apenas um exemplo, você pode utilizar nas outras situações que mencionei acima utilizando o OnClick() ou no caso do Flash o GetURL(), enfim, vai depender de cada caso, o importante é você ter algum parâmetro para chamar o JavaScript e ter os identificadores bem organizados.
Tá aí a dica 
sexta-feira, 27 de junho de 2008
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