Google Analytics: Utilizando a função urchinTracker()
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Utilizo o Google Analytics desde a época que você tinha que se cadastrar e esperar um convite para utilizar o sistema que ainda estava em fase de testes, a cerca de 2 anos. O sistema já era um achado, super completo, com ótimos relatórios, fácil de utilizar, e claro, de graça.
De uns tempos para cá comecei a estudar mais sobre as funções técnicas do Google Analytics, algumas customizações que você pode fazer no seu script e na sua conta para gerar relatórios ainda mais precisos e monitorar áreas de seu site que você nem imagina que poderia.
Hoje vou comentar exclusivamente da função urchinTracker(), primeiro pela vasta possibilidade de aplicação dela e segundo por ter pouquíssimos sites em português que abordam este tema.
A função urchinTracker() basicamente serve para você monitorar praticamente qualquer elemento de sua página e gerar relatórios para ele como se este fosse realmente uma página de seu site.
Alguns exemplos de aplicações:
- Você tem um site em Flash, cujo conteúdo surge dentro do próprio SWF, ou seja, a página em HTML em si não muda, portanto com as configurações default do Analytics você não teria como mensurar quantas clicaram em cada link.
- Você quer mensurar quantas pessoas clicaram em um determinado arquivo para download ou em um banner de saída.
- Você quer saber em que parte de seu formulário de cadastro o usuário está desistindo ou quanto tempo ele está levando para preenche-lo.
- Você quer saber quantas pessoas clicaram em um banner do tipo flutuante ou utilizaram um Widget.
Enfim, as aplicações são diversas, só depende da necessidade e criatividade.
Mão na massa
Primeira informação FUNDAMENTAL de saber é que cada vez que a função urchinTracker() é chamada, também é gerado um PAGEVIEW em seus relatórios, portanto deve-se utiliza-la com bom senso.
A sintaxe dela é bastante simples, apenas: urchinTracker(’indentificador‘);
O identificador pode ser qualquer string que você saiba distinguir do que se trata na hora do relatório, por exemplo:
- /menuprincipal/aempresa
- /menuprincipal/contato
- /formulario/nome
- /formulario/endereco
- …
Esta padronização de se colocar sempre o início igual para diferenciar as áreas é importante para que você possa posteriormente separá-las no relatório e também criar filtros para excluí-las e assim não contabilizar PageViews que na realidade não existem.
Eu fiz um exemplo apenas para teste onde eu quis monitorar quantas pessoas estavam utilizando o campo de PEDIDO e SENHA de meu site, inclusive quanto tempo levaram para preencher e quantos desistiram no meio do processo (o exemplo é péssimo mas é só para ilustrar).
Coloquei então nestes dois campos o seguinte código:
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/pedido');"
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/senha');"
Isto significa que cada vez que o usuário clicar sobre cada um dos campos vamos gerar uma requisição ao Google Analytics que registrará a ação nos relatórios assim:
![]()
Este foi apenas um exemplo, você pode utilizar nas outras situações que mencionei acima utilizando o OnClick() ou no caso do Flash o GetURL(), enfim, vai depender de cada caso, o importante é você ter algum parâmetro para chamar o JavaScript e ter os identificadores bem organizados.
Tá aí a dica
UPDATE IMPORTANTE:
Esta função foi alterada quando migraram o urchin.js para o ga.js, veja no seu script qual destas duas bibliotecas estão vinculadas. O ideal é que, se estiver ainda o urchin.js, você acesse o Google Analytics e pegue o novo código de monitoramento.
Para quem usa o ga.js, o nome desta função mudou para _trackPageview(), a instalação e funcionamento é exatamente o mesmo, só que ao invés de você chamar a função urchinTracker(), você vai colocar assim: pageTracker._trackPageview().
Pode mandar dúvidas nos comentários, ok ?
Postado em: Marketing, WebAnalytics



1 Comentário Adicione seu comentário
1. Google Analytics agora pa&hellip | 18 de novembro de 2008 at 12:12 pm
[...] Como a maioria sabe, o Google Analytics é baseado em JavaScript, o que dificultava bastante a integração com o Flash. Para um razoável monitoramento ERA necessário uma série de configurações um pouco mais avançadas, dentre elas a utilização do _trackPageView() que comentei em um post anterior. [...]
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