Arquivo para julho, 2011

O desafio da humanização dos números

Quando falamos de internet enquanto mídia, um dos principais argumentos que vêm à cabeça é, sem dúvida, o fato de ser uma mídia altamente mensurável. Esse argumento, apesar de verdadeiro, deve ser analisado com especial bom senso para não nos tornarmos míopes e reféns dos números.

A empolgação em conseguir mensurar praticamente tudo tem fomentado um grande ceticismo por parte dos anunciantes que passaram a tratar a publicidade online como uma controladoria financeira, que exige auditoria e que cada centavo deve ser contabilizado e rentabilizado de forma comprovadamente efetiva. Esquecem, porém, que a internet, antes de tudo, não é feita por IPs únicos, e sim por pessoas que não seguem padrões rígidos de comportamento online e que, com o crescimento de buscadores, comparadores de preços e, principalmente, pelo surgimento das redes sociais, o processo de compra dessas pessoas é cada vez mais complexo e intangível.

A análise do último clique que a maior parte das ferramentas de WebAnalytics considera esconde, portanto, uma infinidade de possibilidades que atrapalha e induz a tomada de decisão ao erro. Devemos levar em consideração que, antes do famigerado último clique, esse usuário percorreu outros sites, consumiu outras mídias, consultou outras pessoas, comparou outros preços e tudo isso contribuiu de alguma forma para que o objetivo final fosse alcançado: a conversão.

Apesar de tudo isso soar óbvio quando nos colocamos no contexto, o que percebemos no mercado são anunciantes tomando decisões baseadas na visão míope do último clique, muitas vezes desconsiderando a latência, o tempo decorrente entre o usuário ver pela primeira vez o produto e efetivamente comprar, o que faz cada vez menos sentido em um ambiente colaborativo e dinâmico como a internet.

A solução de tudo isso converge na construção e no relacionamento da marca, que acaba ficando em segundo plano em um cenário em que apenas o último clique é considerado. Ações de branding de médio e de longo prazo são de fundamental importância para sustentar uma estratégia de marketing online. No entanto, na maioria das vezes, não são mensuradas da forma correta, acabam sendo subestimadas e, por consequência, prejudicando o resultado do negócio como um todo.

Acostumamos-nos com aquele usuário binário, que tinha meia dúzia de opções de loja online para comprar, que apenas digitava o endereço da primeira loja que vinha na cabeça, e o pedido estava feito. Sem pesquisar, sem comparar, sem opinar. Hoje, essas pessoas não só pesquisam, comparam e opinam, como fazem tudo isso ao mesmo tempo e querem respostas rápidas, objetivas e segmentadas; querem atendimento premium, entrega para ontem, frete grátis, parcelamento sem juros e, se possível, um “cuponzinho” de desconto para fechar com chave de ouro.

Hoje, a percepção de segurança vale mais do que a segurança em si. Preço definitivamente não é tudo. O Twitter é o maior subwoofer que uma marca pode ter. Os usuários estão cada vez mais humanos e nosso desafio agora é criar ferramentas e desenvolver profissionais que ajudem a mensurar e a entender o comportamento intangível de pessoas com necessidades e comportamentos únicos, no qual apenas números não são suficientes. É necessário entender hábitos, necessidades, sentimentos e adaptar as estratégias de publicidade a essa realidade. É necessário que a TI, essencialmente binária, seja a maior aliada do marketing na implantação de tecnologias que permitam coletar e organizar dados, assim como profissionais experientes e qualificados para interpretá-los.

Quando enxergamos pessoas além dos usuários, conseguimos oferecer a elas soluções para necessidades que nem elas se deram conta que tinham. Algo tão segmentado e relevante que será imperceptível como propaganda e recebida como um conselho. Isso tudo pode soar distante, mas já existem ferramentas e plataformas de publicidade capazes de viabilizar campanhas tão segmentadas quanto se queira, no entanto, as empresas em geral ainda não estão preparadas para isso; elas ainda enxergam usuários em vez de pessoas.

Artigo publicado no Jornal PropMark – Setembro / 2010

Adicionar Comentário quarta-feira, 27 de julho de 2011

Anúncios no Topo do Google é sempre melhor ?

É bastante comum encontrarmos anunciantes de Links Patrocinados que tem grande obsessão com relação ao posicionamento de seus anúncios. Talvez pela influência da publicidade tradicional, tendemos a pensar que aparecer sempre em primeiro é melhor sendo esta mentalidade o principal fator que vem inflacionando os CPCs no Google Adwords.

Mas será que aparecer sempre no topo dos resultados é melhor ?

O Google lançou semana passada uma função muito aguardada por nós que trabalhamos, diariamente, otimização com foco em performance no Adwords: Relatório de Topo x Lado

A qualquer momento ao navegar por suas Campanhas, Grupos de Anúncio, Palavras-Chave ou Anúncio você poderá clicar no botão “Segmentar” > “Topo x Lado” e ver dados valiosos cruzados com seu posicionamento:

Menu: Topo x Lado

Relatório: Topo x Lado

Com esta informação transparente é possível avaliar com precisão se realmente seus anúncios convertem mais quando é exibido na lateral ou no topo. Naturalmente isso vai variar muito de segmento para segmento e principalmente devido ao Índice de Qualidade ser fator predominante para seu anúncio aparecer no Topo, isto é, será comum você perceber palavras com CPC Médio mais baixo quando exibido no topo do que quando exibido na lateral.

Outra forma de aprofundar esta sua análise é utilizando Segmentação Avançada no Google Analytics. Para isso, você deverá criar duas segmentações personalizadas conforme os prints abaixo:

Segmentação 1: Topo Google

Segmentação Avançada 1

Segmentação 2: Lateral Google

Segmentação Avançada 2

Ao salvar estas duas segmentações e aplicar nos relatórios você poderá ver separadamente dados quantitativos e qualitativos dos visitantes que são direcionados ao seu site através dos anúncios no Topo e na Lateral:

Comparação Topo x Lateral no Google Analytics

Além dos dados de e-commerce deste exemplo, você poderá ver informações de engajamento e qualidade do visitante, como por exemplo Taxa de Rejeição, Tempo no Site, Páginas / Visitas e diversas outras métricas que não estão disponíveis na interface do Google Adwords.

Assim, cumprimos o principal objetivo do WebAnalytics: Deixar de lado os achismos e ir direto aos dados!

Enjoy!

Adicionar Comentário domingo, 17 de julho de 2011


Siga-me no Twitter!

Categorias

Últimos Posts

Links Recomendados

Calendário

julho 2011
S T Q Q S S D
« abr   ago »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Posts por Mês

Posts por Categoria

Meta