Categoria: 'Google Analytics'

Ainda não tive tempo de ler muito a respeito mas a novidade é boa.
Saiu no Blog Oficial do Google Analytics uma nova funcionalidade que vai facilitar e muito o monitoramento de sites em Flash.
Como a maioria sabe, o Google Analytics é baseado em JavaScript, o que dificultava bastante a integração com o Flash. Para um razoável monitoramento ERA necessário uma série de configurações um pouco mais avançadas, dentre elas a utilização do _trackPageView() que comentei em um post anterior.
Bom, o fato é que agora existe uma biblioteca que pode ser instalada no Flash CS3 que facilita muito esta integração utilizando ActionScript 3 ao invés de JavaScript.
Ao que parece esta integração com o Flash fornece todas as funcionalidades da versão “tradicional” como tipos de visitas, pageviews, monitoramento de campanhas e até uma facilidade com relação a mensurar a interatividade dos usuários com Vídeos e Gadgets, que até então era bem mais complicado de se fazer.
Como disse, ainda não li muito a respeito nem testei os novos recursos mas o importante é mostrar como o Google Analytics está evoluindo, não perdendo em nada para a maioria dos softwares de análise web pagos (e muito bem pagos diga-se de passagem).
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Há algumas semanas participei de um treinamento no Google onde anunciaram o Google Analytics V3 e deram um ótimo overview sobre as novas funções da ferramenta. Neste treinamento informaram que todas as contas sofreriam o upgrade até 10 de Novembro. A minha aconteceu semana passada.
Apesar de vários blogs já terem comentado sobre o GA3, quis aguardar para escrever com conhecimento de causa sobre cada uma das novas funções.
O que é o Google Analytics V3 ?
O Google Analytics veio em sua primeira versão baseada completamente no Urchin, software pago líder nos EUA que foi comprado pelo gigante das buscas e disponibilizado totalmente grátis a todos os usuários.
Após algum tempo, veio a versão 2, que sofreu uma enorme modificação nas funções mais avançadas e tornou a ferramenta ainda mais robusta.
E finalmente, o tão aguardado Google Analytics V3 ou simplesmente GA3.
Acho que a principal característica agregada nesta função é o cruzamento de dados. Aquilo que até então tínhamos que fazer no braço, utilizando filtros e muito cálculo, agora fazemos de forma simples e rápida em uma interface extremamente amigável.
Novas funções do Google Analytics V3
| Relatórios Personalizados
O cruzamento de dados é algo substancial para uma boa análise web, e este trabalho torna-se agora muito mais fácil com os novos Relatórios Personalizados.
Esta nova ferramenta permite você selecionar dimensões (tipo de visitante, segmentação demográfica, fontes de tráfego, etc) e métricas (número de visitas, taxa de rejeição, % de entrada / saída, receita, número de transações, etc), assim você consegue analisar números que antes demandavam horas de cálculo e investigação.

Um exemplo bacana deste tipo de relatório, que criei aqui e está funcionando muito bem é o de Produtos vendidos por Palavra-Chave. Em geral, temos sempre a impressão que aquele link patrocinado ou anúncio de determinado produto sempre gera a venda dele mesmo, fazendo este relatório comprovei que não é bem assim e pude segmentar melhor meus anúncios naqueles que estavam gerando dispersão do produto focado.
| Segmentos Avançados
A ferramenta de Segmentos Avançados permite que você crie com facilidade filtros específicos para analisar os números de qualquer relatório do Google Analytics.
Assim como nos Relatórios Personalizados, você utiliza dimensões e métricas para fazer comparações lógicas e assim o filtro mostrar apenas visitas altamente segmentadas.
Vamos a um exemplo prático:
Quero analisar apenas as Vendas realizadas por visitantes que chegaram através do Google e que efetivaram a compra no mesmo dia, ou, falando de uma forma mais técnica: todas as vendas sem latência.

| Relatórios Multi-Dimensionais
Bom, antes de mais nada, os relatórios Multi-Dimensionais estão disponíveis por enquanto apenas para a interface em Inglês do Google Analytics, mas isto não é um problema né ? Basta acessar a parte de Configurações, alterar para US English, e vualá!
Para acessá-lo você deve clicar em Visualize, este botão aparece apenas em alguns relatórios (por exemplo em Fontes de Tráfego) e fica na barra cinza, ao lado das opções de exportação.
Como próprio nome diz, este relatório permite você analisar até 4 métricas simultaneamente ao longo do tempo através de um gráfico animado.
No total são 4 dimensões, onde você pode atribuir uma métrica para cada:
- Eixo X - Por exemplo: Visitas
- Eixo Y - Por exemplo: Taxa de Rejeição
- Cor das Bolinhas - Por exemplo: CTR
- Tamanho das Bolinhas - Por exemplo: Tempo no site
O resultado é esse:

E mais, quando você aperta este botão de Play, este monte de bolinha se movimenta, muda de cor e tamanho. Fácil né ?
Bem, este foi um overview rápido das novas funções. Como tudo na vida, agora é fuçar, estudar e praticar para aproveitar ao máximo as informações que agora ficam muito mais fáceis de analisar com o novo Google Analytics V3.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Não canso de falar aqui no blog que a palavra-chave para qualquer campanha de sucesso é MENSURAR e é sobre isso que vou falar neste post.
A grande vantagem da Internet em relação as outras mídias é você conseguir monitorar e saber com quase 100% de exatidão quantas visitas seu site teve, de onde vieram, como se comportaram, o que compraram, quanto tempo levaram para comprar e mais uma série de informações que facilitam e muito a equalização de estratégia, verba e retorno.
Uma das funções mais interessantes do Analytics é o tagueamento de URLs, onde você consegue mensurar o retorno de praticamente qualquer mídia, seja um link simples, banner, e-mail marketing, comparador de preços, enfim qualquer coisa.
Para isso o Google disponibiliza na área de Ajuda do Analytics o “Criador de URLs“, que nada mais é uma ferramenta para você não precisar colocar manualmente as variáveis na URL.
Ao acessar esta ferramenta você terá 6 campos:
- URL do Site: Onde você vai colocar o link para onde esta sua campanha irá apontar, por exemplo a página de um produto qualquer.
- Origem da Campanha: Neste campo você informa para o Analytics qual é o VEÍCULO em que esta campanha está rodando, pode ser um site (exemplo: UOL, Terra, …) ou até mesmo e-mail marketing, buscapé, zura, no caso de comparadores.
- Mídia da Campanha: Aqui você vai informar qual é a forma de compra desta mídia, por exemplo CPC (Custo por Clique), CPM (Custo por Mil) ou simplesmente E-mail, enfim, é importante saber que esta informação será exibida no Analytics desta forma: ORIGEM DA CAMPANHA / MÍDIA DA CAMPANHA - exemplo: UOL / CPC, Terra / CPM, E-mail Marketing / E-mail.
- Termo da Campanha: Este campo não é de preenchimento obrigatório, normalmente você vai utilizá-lo para taguear campanhas de links patrocinados em outros buscadores ou comparadores de preço. Aqui você vai colocar a palavra que foi comprada nestes casos, por exemplo o nome do produto no caso de comparadores ou a palavra-chave para outros sistemas de links patrocinados.
- Conteúdo da Campanha: Este campo é utilizado para diferenciar anúncios, por exemplo, foram criados 2 banners para uma mesma campanha que está rodando no mesmo lugar. Você pode então colocar BANNER1 e BANNER2 neste campo para fazer um teste A/B do que está desempenhando melhor.
- Nome da Campanha: Como próprio nome diz, é o nome da campanha, pode ser Natal, Dia dos Pais, Buscapé, enfim, qualquer nome que consiga identificá-la com facilidade.
Após preencher os campos cabíveis basta clicar em Gerar URL para a ferramenta fornecer o link que você deverá utilizar nas peças.
Feito isso você poderá visualizar no menu Fontes de Tráfego >> Todas as fontes de tráfego, as campanhas que você criou e cruzar estas informações com as vendas de comércio eletrônico, taxa de rejeição, tempo no site, etc.
Simples assim ! =)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Como em qualquer campanha que se preze, devemos sempre começar por um briefing.
Simples ou complexo, feio ou bonito, seja por e-mail ou em um papel de pão, é fundamental que qualquer campanha comece por um documento que diga para equipe que vai montar a estratégia e criar a campanha quais são os objetivos que aquela campanha deve atingir.
Na teoria parece simples, porém na prática 90% dos clientes preenchem o briefing de forma errada. Não porque as perguntas sejam mal formuladas, mas porque em geral estas pessoas são tomadas por uma ansiedade - principalmente quando tem o primeiro contato com mídia online - que as impede de ter noções sensatas do que é possível ser feito e de se criar metas atingíveis para isso.
Ponto fundamental: é (praticamente) impossível fazer uma mesma campanha com foco em ROI e Branding ao mesmo tempo. Explico o por quê:
ROI, em português, significa RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO e como o próprio nome diz deve trazer um retorno proporcional ao investimento. Isto significa que a campanha deve ser constantemente monitorada de modo que não gaste quando não esteja trazendo retorno e, neste caso, estamos falando de VENDA, bufunfa, cash, enfim qualquer coisa que remeta a DINHEIRO!
O cálculo mais simples de ROI é: RECEITA DE VENDAS / CUSTO, ou seja, se uma determinada campanha vendeu R$ 10.000 com um investimento de R$ 1.000, consideramos que ela teve um ROI 10, quer dizer, para cada R$ 1 investido a loja obteve um retorno de R$ 10.
Indo para um exemplo prático, uma loja virtual vende exclusivamente FLORES. Qual a palavra-chave mais óbvia para uma campanha destas? FLORES, claro. Só que até quando?
De um modo geral o objetivo de campanhas de e-commerce é ROI, então devemos analisar esta palavra com sangue frio (e capitalista) de mantê-la até quando ela estiver ajudando neste objetivo, por mais que ela reflita praticamente o coração do negócio da empresa. Devemos lembrar que neste caso o foco não é BRANDING e sim, pausá-la se não estiver vendendo.
Na prática é difícil explicar e fazer o cliente aceitar isso, pois a impressão que uma pessoa mais leiga tem é que o anúncio simplesmente não está aparecendo.
Outra coisa que é comum de acontecer quando adota-se esta estratégia de pausar palavras-chaves genéricas é a quantidade de vendas cair, o que pode assustar o cliente, porém a análise deve ser feita sempre em cima do ROI:
Situação 1: A campanha estava com a palavra FLORES ativada, fazendo 30 vendas por dia o que gerava um custo de R$ 1000 e uma receita de R$ 5000, ou seja, um ROI 5.
Situação 2: Pausamos a palavra FLORES que estava gastando sozinha 70% da verba, o número de vendas caiu para 20, porém agora o custo da campanha passou a ser R$ 300 e a receita R$ 3000, ou seja, um ROI 10.
É importante passar esta percepção para o cliente que muitas vezes se atém a ver apenas a quantidade de vendas, a receita e não a proporção dela em relação ao investimento que se faz, o que distorce os dados e a avaliação geral do desempenho da campanha.
A palavra-chave certa para qualquer decisão é: MENSURE !
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Foi só falar ! Algumas horas após escrever o último post recebi este e-mail:

Agora oficialmente como um GAAC, posso falar um pouco mais o que significa esta certificação.
Assim como no caso do Adwords seria praticamente impossível o Google prestar suporte a instalação e análise para todos usuários do Google Analytics no mundo, então criaram uma certificação para empresas que desejam prestar oficialmente este serviço.
Os pré-requisitos para uma empresa tornar-se uma certificada oficial do Google Analytics é:
- Ter pelo menos um profissional aprovado na prova do GAAC;
- A empresa deve estar presente no mercado há, no mínimo, 2 anos;
- A empresa deve ter pelo menos uma pessoa dedicada a dar suporte ao Google Analytics;
- A empresa deve oferecer serviços completos de Analytics: instalação, implementação, configuração, suporte, treinamento e consultoria;
- Ter uma página no site da empresa dedicada a oferecer os serviços de consultoria a Google Analytics;
- Ter pelo menos 3 cases de projetos pagos de Google Analytics de 3 empresas distintas.
O processo de certificação GAAC é muito mais rigorosa do que para o GAP (Google Advertising Professional). Após realizar a prova a empresa deve enviar documentos que comprovem os demais pré-requisitos que será analisada individualmente pela equipe do Google para decidir se a empresa vai ter ou não a certificação.
Vantagens que a empresa tem com a certificação GAAC:
- Ser promovida no site oficial do Google Analytics no link “Serviços Profissionais”
- Acesso as versões beta do Google Analytics
- Acesso a uma linha exclusiva de suporte com o Google através de Ticket
- Acesso ao fórum de discussão de parceiros GAAC
- E óbvio, reconhecimento oficial de capacidade de prestar uma consultoria de qualidade
A prova do GAAC, diferente da prova do GAP (Google Advertising Professional) é presencial e ocorre esporadicamente a cada 3 meses com questões de alternativas e dissertativas.
Pelo menos na minha prova caiu muita pouca questão de análise, a maioria foi relacionada a instalação avançada, JavaScript, cookies, etc.
Apesar da dificuldade é muito válido as empresas e profissionais obterem esta certificação, uma vez que atualmente é um dos softwares de webanalytics mais utilizado.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Atualmente o Google possuí duas certificações oficiais para profissionais, a primeira delas é o GAP (Google Adverting Professional) focada para profissionais que gerenciam contas do Adwords. Esta prova é via Internet e qualquer pessoa que tenha um MCC e atenda a determinados pré-requisitos pode fazer.
Já a certificação GAAC (Google Analytics Authorized Consultant) é bem menos conhecida.
O GAAC serve para certificar empresas para prestar suporte avançado em instalação e análise de Google Analytics. É uma prova presencial que acontece na sede do Google Brasil e ocorre apenas a cada 3 meses.
Fiz esta prova faz mais ou menos um mês e ainda não tive retorno oficial do Google devido ao engenheiro responsável ter saído de férias logo após aplicar a prova e portanto imaginem quanto tempo vai levar para corrigi-las, mas estou confiante quanto ao resultado. Assim que tiver comento mais sobre ela.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
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