Na famosa Web 2.0 comentamos muito sobre personalização. Google, Facebook, Twitter e até mesmo os e-commerces através de ferramentas de Behavioral Targeting tem a capacidade de captar sinais de seu comportamento e de seus amigos e te mostrar somente aquilo que os algoritmos entendem como relevante para você.
Mas, qual a consequência disso no longo prazo? Assista e tenha cuidado com os filtro-bolha.
Em meu último post, onde falei sobre PageRank, fiz um comentário de como começaram os buscadores.
Hoje, lendo uma matéria sobre SEO na Revista TI Digital, eles reproduziram uma linha do tempo dos buscadores baseado no livro “SEO Otimização de Sites“, de Paulo Rodrigo Teixeira (blog Marketing de Busca):
Linha do Tempo dos Buscadores:
1990 – Arquie, primeira ferramenta de busca para servidores FTP
1993 – Matthew Gray cria primeiro robô de buscas – “Word wide web wanderer”
1993 – Nasce o Excite – primeiro site de busca na web
1994 – Criado o Yahoo!, que lista páginas favoritas
1994 – Lycos inicia busca por relevância
1994 – Surge o Cadê? – principal ferramenta de buscas brasileira
1996 – 60 milhões de documentos indexados pela Lycos
1998 – Google inicia suas atividades introduzindo a idéia de PageRank
2003 – Google cria o AdSense – sites ganham dinheiro com anúncio
2005 – Google, Yahoo! e MSN se destacam como grandes players do mercado
2005 – Mais de 1 trilhão de documentos indexados pelo Google
Acabei de perceber que o PageRank do meu blog aumentou, agora está em 4. Pelo que vi nos blogs por aí a atualização foi feita ontem. Felicidade de uns, tristeza de outros.
Mas vamos do início, o que é PageRank ?
Os sites de busca começaram com uma iniciativa de criar uma espécie de catálogo de todos os sites online. Você deveria cadastrar seu site manualmente e para aqueles buscadores um pouco mais avançados, você poderia até inserir tags relacionadas a sua página.
Estes mecanismos evoluiram e a quantidade de páginas disponíveis na Internet se multiplicaram até que o ordenamento por ordem alfabética ou ID já não era suficiente, foi necessário criar o ordenamento por relevância com a palavra buscada.
O Google se destacou neste quesito criando algoritmos super complexos que buscam traçar o quão um determinado site é relevante para uma determinada palavra-chave, dentre eles o PageRank.
O PageRank é uma espécie de pontuação atribuída para um determinado site que quantifica a popularidade deste em relação aos demais sites da Web.
Na prática, quando um site coloca link de outro em sua página o Google identifica e interpreta este link como um voto e, quanto maior o número de votos melhor é seu PageRank.
Mas nem tudo são flores. O Google atribui o PageRank considerando também a qualidade dos sites que fizeram estes links para o seu site. Isso que dizer que, vale mais a pena você ter poucos links em sites muito bons do que ter centenas deles em sites ruins.
É como no mundo físico. Você dá muito mais valor para uma indicação de uma pessoa que você considera legal e confiável do que de uma pessoa que você considera chata que você não confia.
É claro que o PageRank é apenas um de vários outros fatores que o Google considera para determinar a relevância de um site e assim definir o ordenamento dos resultados orgânicos, mas aí fica para outros posts.
Acho que a notícia mais “bombástica” da semana para o mercado de SEO é o anuncio do Google falando que agora consegue indexar páginas em Flash.
Até então SEOs corriam de Flash tanto quanto o diabo foge da cruz, sempre foi um dos primeiros ítens daquele famoso slide em palestras sobre o assunto com o título: “Isso não pode …”.
Este anúncio significa muito mais do que uma importante evolução na tecnologia dos buscadores, mas também, a criação de um novo profissional que em pouco tempo será caçado no mercado: o SEO para Flash, uma vez que os atuais da área nunca deram muita atenção em aprender esta tecnologia.
Estes novos profissionais além de manjarem muito de Flash vão precisar aprender muito de SEO, mais do que os atuais ensinamentos vão ter que ir descobrindo com testes e mais testes outros “pulos-do-gato” que não serão anunciados pelos buscadores já que o funcionamento do Bot para Flash será bem diferente do Bot para HTML.
O fato dos buscadores nunca terem indexado o conteúdo dos SWFs fez com que os desenvolvedores da área não tomassem cuidados que são necessários para o bom funcionamento do Googlebot, como uma navegação linear, hierarquia de páginas, links saudáveis (sem JavaScript), conteúdo em texto (não em imagem) e outros fatores que serão considerados à partir de agora.
O Google já anunciou que o bot não indexará conteúdos requisitados de XML, includes de HTML ou SWF dentro de outro SWF, nestes casos ocorrerá aquele problema parecido com o de iFrames, quando são indexados separadamente, e caberá ao SEO para Flash otimizar estas estruturas.
Acredito que daqui para frente vai haver um boom na procura por estes serviços, então macacada, bora estudar !
Com uma mistura de alegria, ansiedade e até um pouco de medo (quem não tem por aquilo que é novo) que tenho orgulho em dizer que após 4 anos como consultor autônomo, sou o novo contratado da Cadastra Search Engines Promotion.
A Cadastra dispensa grandes apresentações, é pioneira no ramo de SEO e SEM no Brasil e está entre as maiores do ramo.
Estou apostando tudo nessa oportunidade de crescimento profissional, de poder experimentar outros mercados, trabalhar com clientes de grande porte, ensinar e principalmente aprender muito.
Vou na medida do possível compartilhando esta experiência aqui no blog, esta transição de mundos, do autônomo para contratado, dos clientes pequenos para multinacionais, do operacional para o atendimento.
Percebe-se que desafios não vão faltar, mas é isso que faz agente crescer, então, lá vou eu !
Na mesma semana o Google anunciou as novas funcionalidades do Google Trends e a nova ferramenta Google AdPlanner.
O Google Trends já era uma ótima opção para se comparar o histórico e volume de buscas entre várias palavras-chaves e ultimamente sofreu diversos upgrades interessantes como uma nova escala numérica para se ter uma idéia melhor de volume de buscas, exportação para CSV e o novo Trends for Websites, que tem a mesma função do Alexa, comparação de visitas entre sites, mas claro com funções mais sofisticadas.
Já o Google AdPlanner é uma nova ferramenta para pesquisa e planejamento de mídia. Ainda está disponível somente para alguns poucos usuários mas de acordo com o Blog oficial será possível ter acesso a dados demográficos mais detalhados de sites, para que seu plano de mídia de Links Patrocinados seja ainda mais preciso e segmentado. O Blog Google Discovery tem um ótimo post explicando mais detalhadamente a novidade.
É realmente incrível a evolução e criação de ferramentas para se mensurar e segmentar o público-alvo. Com o market-share que o Google tem nas buscas e agregando informações provenientes do Analytics, Adwords, Adsense e Google Toolbar certamente serão informações muito mais precisas do que as disponibilizadas atualmente por outras empresas.