Categoria: 'Tutoriais'
Uma nova tendência foi apresentada no resultado da pesquisa WebShoppers 2008 promovido pelo e-Bit. Além dos bons resultados do e-commerce em 2008 e seu vertiginoso crescimento anual, o principal fator apresentado foi uma mudança no market share online.
A cada dia surgem mais lojas virtuais verticalizadas, especializadas em um nicho específico trazendo assim mais variedade e naturalmente preço para o consumidor. Esta tendência acabou por tirar parte do share de muitos varejões consagrados e isso só tende a crescer.
Porém um grande desafio começa muito antes destas lojas receberem seu primeiro clique: A escolha da plataforma certa.
Por falta de orçamento para investir em uma boa plataforma ou por falta de conhecimento do mercado virtual - já que grande parte delas são lojas físicas que estão estendendo sua atuação para Internet - o fato é que esta mudança de percurso acaba por prejudicar:
- Os clientes que estão acostumados com o layout e deverão “reaprender” a utilizá-lo.
- A indexação das páginas nos buscadores, já que geralmente a mudança de plataforma afeta também as URLs dos produtos.
- As campanhas de Links Patrocinados, pois normalmente é necessário realizar uma grande reestruturação na conta devido a nova estrutura da loja, o que pode prejudicar o Índice de Qualidade.
- E claro, o próprio lojista que deverá recadastrar todos os produtos, treinar equipe, se habituar a nova plataforma além de gerar um custo bem considerável.
Por estas e outras questões não listadas, o ideal mesmo é ter paciência e cautela ao escolher uma plataforma de e-commerce ANTES de começar qualquer ação online. As opções são muitas, de R$ 1.000 à R$ 1.000.000 e até mesmo algumas gratuítas, o importante é você checar se alguns recursos básicos estão disponíveis.
O checklist abaixo é apenas o básico que uma loja deve ter e naturalmente deve ser acrescentada de outros requisitos de acordo com sua área de atuação:
Do ponto de vista do usuário, a plataforma …
- Oferece multiplos meios de pagamento (cartão de crédito, boleto, transferência, …) ?
- Oferece sistema automático de cálculo de frete ?
- Possuí um carrinho de compras limpo e sem pontos de fuga ?
- Possuí um layout limpo, rápido e de fácil navegação ?
- Possuí um bom sistema para visualização de fotos com variedade e zoom ?
- Oferece sistema de cupom de desconto ?
Do ponto de vista do lojista, a plataforma …
- É compatível com a instalação de scripts adicionais como Google Analytics e Google Adwords ?
- É otimizada para sites de busca ou tem o código flexível para ser otimizado no futuro ?
- É compatível com soluções de segurança como site seguro, site blindado, certificados SSL, etc ?
- Possuí ferramenta para criar promoções para um canal / parceiro específico ?
- Possuí variedade de relatórios gerenciais de vendas, clientes, retorno por mídia, etc ?
E principalmente, ela é flexível para receber modificações necessárias conforme a loja for crescendo ?
Neste sentido, conversei com Luciano Iwamoto, da loja O que Comprar, que está passando justamente por esta fase: “Os lojistas que estão começando normalmente acabam dando preferência a plataformas baratas, mas que ao mesmo tempo são limitadas” - e aconselha - “Se tivesse conhecimento técnico e uma consultoria que me ajudasse nessa escolha quando comecei, teria optado por fazer um planejamento a longo prazo e começaria com uma plataforma mais completa. A mudança de plataforma no meio do caminho é muito desgastante”.
É necessário entender que o mercado de Internet é totalmente diferente do mercado “real”, que conhecer o produto e sua área de atuação não é garantia de sucesso na Internet e que este conhecimento deve estar aliado a vários outros específicos para o mercado virtual. Por isso, leia, pesquise e procure por consultorias e empresas especializadas que vão poder transformar o seu know-how do produto em sucesso na Internet.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Acabei de perceber que o PageRank do meu blog aumentou, agora está em 4. Pelo que vi nos blogs por aí a atualização foi feita ontem. Felicidade de uns, tristeza de outros.
Mas vamos do início, o que é PageRank ?
Os sites de busca começaram com uma iniciativa de criar uma espécie de catálogo de todos os sites online. Você deveria cadastrar seu site manualmente e para aqueles buscadores um pouco mais avançados, você poderia até inserir tags relacionadas a sua página.
Estes mecanismos evoluiram e a quantidade de páginas disponíveis na Internet se multiplicaram até que o ordenamento por ordem alfabética ou ID já não era suficiente, foi necessário criar o ordenamento por relevância com a palavra buscada.
O Google se destacou neste quesito criando algoritmos super complexos que buscam traçar o quão um determinado site é relevante para uma determinada palavra-chave, dentre eles o PageRank.
O PageRank é uma espécie de pontuação atribuída para um determinado site que quantifica a popularidade deste em relação aos demais sites da Web.
Na prática, quando um site coloca link de outro em sua página o Google identifica e interpreta este link como um voto e, quanto maior o número de votos melhor é seu PageRank.

Mas nem tudo são flores. O Google atribui o PageRank considerando também a qualidade dos sites que fizeram estes links para o seu site. Isso que dizer que, vale mais a pena você ter poucos links em sites muito bons do que ter centenas deles em sites ruins.
É como no mundo físico. Você dá muito mais valor para uma indicação de uma pessoa que você considera legal e confiável do que de uma pessoa que você considera chata que você não confia.
É claro que o PageRank é apenas um de vários outros fatores que o Google considera para determinar a relevância de um site e assim definir o ordenamento dos resultados orgânicos, mas aí fica para outros posts.
sexta-feira, 3 de abril de 2009

No último dia 23 fui em um evento no Google onde eles apresentaram para as agências a nova interface do Google Adwords.
Tentando resumir todas as novidades, basicamente eles trouxeram para a versão online mais velocidade e facilidade de navegação do já conhecido Google Adwords Editor.
Eu estava preparando um review mais completo, porém novamente o Google facilitou minha vida e lançou um ótimo site com todas as novidades e até vídeos com bastante informação.
Vejam no link:
http://www.google.com/intl/pt-BR/adwords/newinterface/wheres-my-stuff1.html
Ótima semana!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Há algumas semanas participei de um treinamento no Google onde anunciaram o Google Analytics V3 e deram um ótimo overview sobre as novas funções da ferramenta. Neste treinamento informaram que todas as contas sofreriam o upgrade até 10 de Novembro. A minha aconteceu semana passada.
Apesar de vários blogs já terem comentado sobre o GA3, quis aguardar para escrever com conhecimento de causa sobre cada uma das novas funções.
O que é o Google Analytics V3 ?
O Google Analytics veio em sua primeira versão baseada completamente no Urchin, software pago líder nos EUA que foi comprado pelo gigante das buscas e disponibilizado totalmente grátis a todos os usuários.
Após algum tempo, veio a versão 2, que sofreu uma enorme modificação nas funções mais avançadas e tornou a ferramenta ainda mais robusta.
E finalmente, o tão aguardado Google Analytics V3 ou simplesmente GA3.
Acho que a principal característica agregada nesta função é o cruzamento de dados. Aquilo que até então tínhamos que fazer no braço, utilizando filtros e muito cálculo, agora fazemos de forma simples e rápida em uma interface extremamente amigável.
Novas funções do Google Analytics V3
| Relatórios Personalizados
O cruzamento de dados é algo substancial para uma boa análise web, e este trabalho torna-se agora muito mais fácil com os novos Relatórios Personalizados.
Esta nova ferramenta permite você selecionar dimensões (tipo de visitante, segmentação demográfica, fontes de tráfego, etc) e métricas (número de visitas, taxa de rejeição, % de entrada / saída, receita, número de transações, etc), assim você consegue analisar números que antes demandavam horas de cálculo e investigação.

Um exemplo bacana deste tipo de relatório, que criei aqui e está funcionando muito bem é o de Produtos vendidos por Palavra-Chave. Em geral, temos sempre a impressão que aquele link patrocinado ou anúncio de determinado produto sempre gera a venda dele mesmo, fazendo este relatório comprovei que não é bem assim e pude segmentar melhor meus anúncios naqueles que estavam gerando dispersão do produto focado.
| Segmentos Avançados
A ferramenta de Segmentos Avançados permite que você crie com facilidade filtros específicos para analisar os números de qualquer relatório do Google Analytics.
Assim como nos Relatórios Personalizados, você utiliza dimensões e métricas para fazer comparações lógicas e assim o filtro mostrar apenas visitas altamente segmentadas.
Vamos a um exemplo prático:
Quero analisar apenas as Vendas realizadas por visitantes que chegaram através do Google e que efetivaram a compra no mesmo dia, ou, falando de uma forma mais técnica: todas as vendas sem latência.

| Relatórios Multi-Dimensionais
Bom, antes de mais nada, os relatórios Multi-Dimensionais estão disponíveis por enquanto apenas para a interface em Inglês do Google Analytics, mas isto não é um problema né ? Basta acessar a parte de Configurações, alterar para US English, e vualá!
Para acessá-lo você deve clicar em Visualize, este botão aparece apenas em alguns relatórios (por exemplo em Fontes de Tráfego) e fica na barra cinza, ao lado das opções de exportação.
Como próprio nome diz, este relatório permite você analisar até 4 métricas simultaneamente ao longo do tempo através de um gráfico animado.
No total são 4 dimensões, onde você pode atribuir uma métrica para cada:
- Eixo X - Por exemplo: Visitas
- Eixo Y - Por exemplo: Taxa de Rejeição
- Cor das Bolinhas - Por exemplo: CTR
- Tamanho das Bolinhas - Por exemplo: Tempo no site
O resultado é esse:

E mais, quando você aperta este botão de Play, este monte de bolinha se movimenta, muda de cor e tamanho. Fácil né ?
Bem, este foi um overview rápido das novas funções. Como tudo na vida, agora é fuçar, estudar e praticar para aproveitar ao máximo as informações que agora ficam muito mais fáceis de analisar com o novo Google Analytics V3.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Não canso de falar aqui no blog que a palavra-chave para qualquer campanha de sucesso é MENSURAR e é sobre isso que vou falar neste post.
A grande vantagem da Internet em relação as outras mídias é você conseguir monitorar e saber com quase 100% de exatidão quantas visitas seu site teve, de onde vieram, como se comportaram, o que compraram, quanto tempo levaram para comprar e mais uma série de informações que facilitam e muito a equalização de estratégia, verba e retorno.
Uma das funções mais interessantes do Analytics é o tagueamento de URLs, onde você consegue mensurar o retorno de praticamente qualquer mídia, seja um link simples, banner, e-mail marketing, comparador de preços, enfim qualquer coisa.
Para isso o Google disponibiliza na área de Ajuda do Analytics o “Criador de URLs“, que nada mais é uma ferramenta para você não precisar colocar manualmente as variáveis na URL.
Ao acessar esta ferramenta você terá 6 campos:
- URL do Site: Onde você vai colocar o link para onde esta sua campanha irá apontar, por exemplo a página de um produto qualquer.
- Origem da Campanha: Neste campo você informa para o Analytics qual é o VEÍCULO em que esta campanha está rodando, pode ser um site (exemplo: UOL, Terra, …) ou até mesmo e-mail marketing, buscapé, zura, no caso de comparadores.
- Mídia da Campanha: Aqui você vai informar qual é a forma de compra desta mídia, por exemplo CPC (Custo por Clique), CPM (Custo por Mil) ou simplesmente E-mail, enfim, é importante saber que esta informação será exibida no Analytics desta forma: ORIGEM DA CAMPANHA / MÍDIA DA CAMPANHA - exemplo: UOL / CPC, Terra / CPM, E-mail Marketing / E-mail.
- Termo da Campanha: Este campo não é de preenchimento obrigatório, normalmente você vai utilizá-lo para taguear campanhas de links patrocinados em outros buscadores ou comparadores de preço. Aqui você vai colocar a palavra que foi comprada nestes casos, por exemplo o nome do produto no caso de comparadores ou a palavra-chave para outros sistemas de links patrocinados.
- Conteúdo da Campanha: Este campo é utilizado para diferenciar anúncios, por exemplo, foram criados 2 banners para uma mesma campanha que está rodando no mesmo lugar. Você pode então colocar BANNER1 e BANNER2 neste campo para fazer um teste A/B do que está desempenhando melhor.
- Nome da Campanha: Como próprio nome diz, é o nome da campanha, pode ser Natal, Dia dos Pais, Buscapé, enfim, qualquer nome que consiga identificá-la com facilidade.
Após preencher os campos cabíveis basta clicar em Gerar URL para a ferramenta fornecer o link que você deverá utilizar nas peças.
Feito isso você poderá visualizar no menu Fontes de Tráfego >> Todas as fontes de tráfego, as campanhas que você criou e cruzar estas informações com as vendas de comércio eletrônico, taxa de rejeição, tempo no site, etc.
Simples assim ! =)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Como em qualquer campanha que se preze, devemos sempre começar por um briefing.
Simples ou complexo, feio ou bonito, seja por e-mail ou em um papel de pão, é fundamental que qualquer campanha comece por um documento que diga para equipe que vai montar a estratégia e criar a campanha quais são os objetivos que aquela campanha deve atingir.
Na teoria parece simples, porém na prática 90% dos clientes preenchem o briefing de forma errada. Não porque as perguntas sejam mal formuladas, mas porque em geral estas pessoas são tomadas por uma ansiedade - principalmente quando tem o primeiro contato com mídia online - que as impede de ter noções sensatas do que é possível ser feito e de se criar metas atingíveis para isso.
Ponto fundamental: é (praticamente) impossível fazer uma mesma campanha com foco em ROI e Branding ao mesmo tempo. Explico o por quê:
ROI, em português, significa RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO e como o próprio nome diz deve trazer um retorno proporcional ao investimento. Isto significa que a campanha deve ser constantemente monitorada de modo que não gaste quando não esteja trazendo retorno e, neste caso, estamos falando de VENDA, bufunfa, cash, enfim qualquer coisa que remeta a DINHEIRO!
O cálculo mais simples de ROI é: RECEITA DE VENDAS / CUSTO, ou seja, se uma determinada campanha vendeu R$ 10.000 com um investimento de R$ 1.000, consideramos que ela teve um ROI 10, quer dizer, para cada R$ 1 investido a loja obteve um retorno de R$ 10.
Indo para um exemplo prático, uma loja virtual vende exclusivamente FLORES. Qual a palavra-chave mais óbvia para uma campanha destas? FLORES, claro. Só que até quando?
De um modo geral o objetivo de campanhas de e-commerce é ROI, então devemos analisar esta palavra com sangue frio (e capitalista) de mantê-la até quando ela estiver ajudando neste objetivo, por mais que ela reflita praticamente o coração do negócio da empresa. Devemos lembrar que neste caso o foco não é BRANDING e sim, pausá-la se não estiver vendendo.
Na prática é difícil explicar e fazer o cliente aceitar isso, pois a impressão que uma pessoa mais leiga tem é que o anúncio simplesmente não está aparecendo.
Outra coisa que é comum de acontecer quando adota-se esta estratégia de pausar palavras-chaves genéricas é a quantidade de vendas cair, o que pode assustar o cliente, porém a análise deve ser feita sempre em cima do ROI:
Situação 1: A campanha estava com a palavra FLORES ativada, fazendo 30 vendas por dia o que gerava um custo de R$ 1000 e uma receita de R$ 5000, ou seja, um ROI 5.
Situação 2: Pausamos a palavra FLORES que estava gastando sozinha 70% da verba, o número de vendas caiu para 20, porém agora o custo da campanha passou a ser R$ 300 e a receita R$ 3000, ou seja, um ROI 10.
É importante passar esta percepção para o cliente que muitas vezes se atém a ver apenas a quantidade de vendas, a receita e não a proporção dela em relação ao investimento que se faz, o que distorce os dados e a avaliação geral do desempenho da campanha.
A palavra-chave certa para qualquer decisão é: MENSURE !
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
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