Categoria: 'WebAnalytics'

Mensurando Links, Banners, E-mail Marketing e qualquer outra coisa com o Google Analytics

Não canso de falar aqui no blog que a palavra-chave para qualquer campanha de sucesso é MENSURAR e é sobre isso que vou falar neste post.

A grande vantagem da Internet em relação as outras mídias é você conseguir monitorar e saber com quase 100% de exatidão quantas visitas seu site teve, de onde vieram, como se comportaram, o que compraram, quanto tempo levaram para comprar e mais uma série de informações que facilitam e muito a equalização de estratégia, verba e retorno.

Uma das funções mais interessantes do Analytics é o tagueamento de URLs, onde você consegue mensurar o retorno de praticamente qualquer mídia, seja um link simples, banner, e-mail marketing, comparador de preços, enfim qualquer coisa.

Para isso o Google disponibiliza na área de Ajuda do Analytics o “Criador de URLs“, que nada mais é uma ferramenta para você não precisar colocar manualmente as variáveis na URL.

Ao acessar esta ferramenta você terá 6 campos:

  • URL do Site: Onde você vai colocar o link para onde esta sua campanha irá apontar, por exemplo a página de um produto qualquer.
     
  • Origem da Campanha: Neste campo você informa para o Analytics qual é o VEÍCULO em que esta campanha está rodando, pode ser um site (exemplo: UOL, Terra, …) ou até mesmo e-mail marketing, buscapé, zura, no caso de comparadores.
     
  • Mídia da Campanha: Aqui você vai informar qual é a forma de compra desta mídia, por exemplo CPC (Custo por Clique), CPM (Custo por Mil) ou simplesmente E-mail, enfim, é importante saber que esta informação será exibida no Analytics desta forma: ORIGEM DA CAMPANHA / MÍDIA DA CAMPANHA - exemplo: UOL / CPC, Terra / CPM, E-mail Marketing / E-mail.
     
  • Termo da Campanha: Este campo não é de preenchimento obrigatório, normalmente você vai utilizá-lo para taguear campanhas de links patrocinados em outros buscadores ou comparadores de preço. Aqui você vai colocar a palavra que foi comprada nestes casos, por exemplo o nome do produto no caso de comparadores ou a palavra-chave para outros sistemas de links patrocinados.
     
  • Conteúdo da Campanha: Este campo é utilizado para diferenciar anúncios, por exemplo, foram criados 2 banners para uma mesma campanha que está rodando no mesmo lugar. Você pode então colocar BANNER1 e BANNER2 neste campo para fazer um teste A/B do que está desempenhando melhor.
     
  • Nome da Campanha: Como próprio nome diz, é o nome da campanha, pode ser Natal, Dia dos Pais, Buscapé, enfim, qualquer nome que consiga identificá-la com facilidade.

Após preencher os campos cabíveis basta clicar em Gerar URL para a ferramenta fornecer o link que você deverá utilizar nas peças.

Feito isso você poderá visualizar no menu Fontes de Tráfego >> Todas as fontes de tráfego, as campanhas que você criou e cruzar estas informações com as vendas de comércio eletrônico, taxa de rejeição, tempo no site, etc.

Simples assim ! =)

Adicionar Comentário segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Até quando vale patrocinar uma palavra ? - Não sei, mensure !

Links PatrocinadosComo em qualquer campanha que se preze, devemos sempre começar por um briefing.

Simples ou complexo, feio ou bonito, seja por e-mail ou em um papel de pão, é fundamental que qualquer campanha comece por um documento que diga para equipe que vai montar a estratégia e criar a campanha quais são os objetivos que aquela campanha deve atingir.

Na teoria parece simples, porém na prática 90% dos clientes preenchem o briefing de forma errada. Não porque as perguntas sejam mal formuladas, mas porque em geral estas pessoas são tomadas por uma ansiedade - principalmente quando tem o primeiro contato com mídia online - que as impede de ter noções sensatas do que é possível ser feito e de se criar metas atingíveis para isso.

Ponto fundamental: é (praticamente) impossível fazer uma mesma campanha com foco em ROI e Branding ao mesmo tempo. Explico o por quê:

ROI, em português, significa RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO e como o próprio nome diz deve trazer um retorno proporcional ao investimento. Isto significa que a campanha deve ser constantemente monitorada de modo que não gaste quando não esteja trazendo retorno e, neste caso, estamos falando de VENDA, bufunfa, cash, enfim qualquer coisa que remeta a DINHEIRO!

O cálculo mais simples de ROI é: RECEITA DE VENDAS / CUSTO, ou seja, se uma determinada campanha vendeu R$ 10.000 com um investimento de R$ 1.000, consideramos que ela teve um ROI 10, quer dizer, para cada R$ 1 investido a loja obteve um retorno de R$ 10.

Indo para um exemplo prático, uma loja virtual vende exclusivamente FLORES. Qual a palavra-chave mais óbvia para uma campanha destas? FLORES, claro. Só que até quando?

De um modo geral o objetivo de campanhas de e-commerce é ROI, então devemos analisar esta palavra com sangue frio (e capitalista) de mantê-la até quando ela estiver ajudando neste objetivo, por mais que ela reflita praticamente o coração do negócio da empresa. Devemos lembrar que neste caso o foco não é BRANDING e sim, pausá-la se não estiver vendendo.

Na prática é difícil explicar e fazer o cliente aceitar isso, pois a impressão que uma pessoa mais leiga tem é que o anúncio simplesmente não está aparecendo.

Outra coisa que é comum de acontecer quando adota-se esta estratégia de pausar palavras-chaves genéricas é a quantidade de vendas cair, o que pode assustar o cliente, porém a análise deve ser feita sempre em cima do ROI:

Situação 1: A campanha estava com a palavra FLORES ativada, fazendo 30 vendas por dia o que gerava um custo de R$ 1000 e uma receita de R$ 5000, ou seja, um ROI 5.

Situação 2: Pausamos a palavra FLORES que estava gastando sozinha 70% da verba, o número de vendas caiu para 20, porém agora o custo da campanha passou a ser R$ 300 e a receita R$ 3000, ou seja, um ROI 10.

É importante passar esta percepção para o cliente que muitas vezes se atém a ver apenas a quantidade de vendas, a receita e não a proporção dela em relação ao investimento que se faz, o que distorce os dados e a avaliação geral do desempenho da campanha.

A palavra-chave certa para qualquer decisão é: MENSURE !

Adicionar Comentário sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Finalmente ! Google Analytics Authorized Consultant !

Foi só falar ! Algumas horas após escrever o último post recebi este e-mail:

E-mail - Rodrigo Vale (Google)

Agora oficialmente como um GAAC, posso falar um pouco mais o que significa esta certificação.

Assim como no caso do Adwords seria praticamente impossível o Google prestar suporte a instalação e análise para todos usuários do Google Analytics no mundo, então criaram uma certificação para empresas que desejam prestar oficialmente este serviço.

Os pré-requisitos para uma empresa tornar-se uma certificada oficial do Google Analytics é:

  1. Ter pelo menos um profissional aprovado na prova do GAAC;
  2. A empresa deve estar presente no mercado há, no mínimo, 2 anos;
  3. A empresa deve ter pelo menos uma pessoa dedicada a dar suporte ao Google Analytics;
  4. A empresa deve oferecer serviços completos de Analytics: instalação, implementação, configuração, suporte, treinamento e consultoria;
  5. Ter uma página no site da empresa dedicada a oferecer os serviços de consultoria a Google Analytics;
  6. Ter pelo menos 3 cases de projetos pagos de Google Analytics de 3 empresas distintas.

O processo de certificação GAAC é muito mais rigorosa do que para o GAP (Google Advertising Professional). Após realizar a prova a empresa deve enviar documentos que comprovem os demais pré-requisitos que será analisada individualmente pela equipe do Google para decidir se a empresa vai ter ou não a certificação.

Vantagens que a empresa tem com a certificação GAAC:

  • Ser promovida no site oficial do Google Analytics no link “Serviços Profissionais”
  • Acesso as versões beta do Google Analytics
  • Acesso a uma linha exclusiva de suporte com o Google através de Ticket
  • Acesso ao fórum de discussão de parceiros GAAC
  • E óbvio, reconhecimento oficial de capacidade de prestar uma consultoria de qualidade

A prova do GAAC, diferente da prova do GAP (Google Advertising Professional) é presencial e ocorre esporadicamente a cada 3 meses com questões de alternativas e dissertativas.

Pelo menos na minha prova caiu muita pouca questão de análise, a maioria foi relacionada a instalação avançada, JavaScript, cookies, etc.

Apesar da dificuldade é muito válido as empresas e profissionais obterem esta certificação, uma vez que atualmente é um dos softwares de webanalytics mais utilizado.

4 comentários quarta-feira, 8 de outubro de 2008

GAAC - Google Analytics Authorized Consultant

Google Analytics

Atualmente o Google possuí duas certificações oficiais para profissionais, a primeira delas é o GAP (Google Adverting Professional) focada para profissionais que gerenciam contas do Adwords. Esta prova é via Internet e qualquer pessoa que tenha um MCC e atenda a determinados pré-requisitos pode fazer.

Já a certificação GAAC (Google Analytics Authorized Consultant) é bem menos conhecida.

O GAAC serve para certificar empresas para prestar suporte avançado em instalação e análise de Google Analytics. É uma prova presencial que acontece na sede do Google Brasil e ocorre apenas a cada 3 meses.

Fiz esta prova faz mais ou menos um mês e ainda não tive retorno oficial do Google devido ao engenheiro responsável ter saído de férias logo após aplicar a prova e portanto imaginem quanto tempo vai levar para corrigi-las, mas estou confiante quanto ao resultado. Assim que tiver comento mais sobre ela.

1 comentário segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Treinamento Google Analytics e SMX São Paulo

Nas próximas semanas teremos posts bem característicos do objetivo principal deste blog. Compartilhar informações e conhecimentos do mercado de Search Marketing com profissionais que muitas vezes não tem acesso a eventos e treinamentos que só estão disponíveis para quem trabalha em grandes agências.

A agenda da semana que vem está cheia. Na Quarta-Feira vou fazer um treinamento técnico sobre Google Analytics diretamente na sede do Google, vou me aprofundar mais na parte de configurações personalizadas do Analytics e funções avançadas que é claro vou compartilhar com vocês.

Já na Quinta e Sexta vou ter o privilégio de participar do SMX São Paulo. O SMX é o maior seminário sobre Search Marketing do mundo e pela primeira vez vai acontecer no Brasil. Lá vão palestrar profissionais das maiores agências de SEM, dentre eles 3 serão daqui da Cadastra: Thiago Bacchin (Sócio-Fundador e Diretor Geral), Débora Longhi (Gerente de Links Patrocinados) e Erick Formaggio (Gerente de SEO).

Bom então é isso, me aguardem ! Rs !

Adicionar Comentário sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Google Analytics: Utilizando a função urchinTracker()

Utilizo o Google Analytics desde a época que você tinha que se cadastrar e esperar um convite para utilizar o sistema que ainda estava em fase de testes, a cerca de 2 anos. O sistema já era um achado, super completo, com ótimos relatórios, fácil de utilizar, e claro, de graça.

De uns tempos para cá comecei a estudar mais sobre as funções técnicas do Google Analytics, algumas customizações que você pode fazer no seu script e na sua conta para gerar relatórios ainda mais precisos e monitorar áreas de seu site que você nem imagina que poderia.

Hoje vou comentar exclusivamente da função urchinTracker(), primeiro pela vasta possibilidade de aplicação dela e segundo por ter pouquíssimos sites em português que abordam este tema.

A função urchinTracker() basicamente serve para você monitorar praticamente qualquer elemento de sua página e gerar relatórios para ele como se este fosse realmente uma página de seu site.

Alguns exemplos de aplicações:

  • Você tem um site em Flash, cujo conteúdo surge dentro do próprio SWF, ou seja, a página em HTML em si não muda, portanto com as configurações default do Analytics você não teria como mensurar quantas clicaram em cada link.
  • Você quer mensurar quantas pessoas clicaram em um determinado arquivo para download ou em um banner de saída.
  • Você quer saber em que parte de seu formulário de cadastro o usuário está desistindo ou quanto tempo ele está levando para preenche-lo.
  • Você quer saber quantas pessoas clicaram em um banner do tipo flutuante ou utilizaram um Widget.

Enfim, as aplicações são diversas, só depende da necessidade e criatividade.

Mão na massa

Primeira informação FUNDAMENTAL de saber é que cada vez que a função urchinTracker() é chamada, também é gerado um PAGEVIEW em seus relatórios, portanto deve-se utiliza-la com bom senso.

A sintaxe dela é bastante simples, apenas: urchinTracker(’indentificador‘);

O identificador pode ser qualquer string que você saiba distinguir do que se trata na hora do relatório, por exemplo:

  • /menuprincipal/aempresa
  • /menuprincipal/contato
  • /formulario/nome
  • /formulario/endereco

Esta padronização de se colocar sempre o início igual para diferenciar as áreas é importante para que você possa posteriormente separá-las no relatório e também criar filtros para excluí-las e assim não contabilizar PageViews que na realidade não existem.

Eu fiz um exemplo apenas para teste onde eu quis monitorar quantas pessoas estavam utilizando o campo de PEDIDO e SENHA de meu site, inclusive quanto tempo levaram para preencher e quantos desistiram no meio do processo (o exemplo é péssimo mas é só para ilustrar).

Coloquei então nestes dois campos o seguinte código:
 
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/pedido');"
onFocus="javascript:urchinTracker('/login/senha');"

Isto significa que cada vez que o usuário clicar sobre cada um dos campos vamos gerar uma requisição ao Google Analytics que registrará a ação nos relatórios assim:

Este foi apenas um exemplo, você pode utilizar nas outras situações que mencionei acima utilizando o OnClick() ou no caso do Flash o GetURL(), enfim, vai depender de cada caso, o importante é você ter algum parâmetro para chamar o JavaScript e ter os identificadores bem organizados.

Tá aí a dica ;)

UPDATE IMPORTANTE:

Esta função foi alterada quando migraram o urchin.js para o ga.js, veja no seu script qual destas duas bibliotecas estão vinculadas. O ideal é que, se estiver ainda o urchin.js, você acesse o Google Analytics e pegue o novo código de monitoramento.

Para quem usa o ga.js, o nome desta função mudou para _trackPageview(), a instalação e funcionamento é exatamente o mesmo, só que ao invés de você chamar a função urchinTracker(), você vai colocar assim: pageTracker._trackPageview().

Pode mandar dúvidas nos comentários, ok ?

1 comentário sexta-feira, 27 de junho de 2008

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